o tempo estático
na garganta da lucidez.o dedo estático
na ponta da caneta
esferográfica.o susto elétrico
na vazão do peito
que explode.a poesia sonora
da combustão da alma
em arte.o raio fulgaz
na aurora do corpo
que grita.
o tempo estático
na garganta da lucidez.o dedo estático
na ponta da caneta
esferográfica.o susto elétrico
na vazão do peito
que explode.a poesia sonora
da combustão da alma
em arte.o raio fulgaz
na aurora do corpo
que grita.
“Inside her pulses something huge, something full of longing, something unafraid.”
Mais uma vez está na hora de sair da casa, de casa, deles, de mim. De ida para algum porto não seguro, nem fixo, para uma ardilosa e atraente tormenta, como tempestades assustadoramente inspiradoras e agoniantes. Há estragos demais pra ficar e escombros demais pra seguir, a passagem não está livre, mas de alguma maneira, tenho que ir. Era a minha segunda casa, tal como tu eras, mas todos eram comumente desgaste e escuridão, sempre com coisas pesadas demais impedindo o sol de levantar na manhã do meu coração. E apesar de todas as coisas que aceitamos, que acomodamos… Eu sempre gostei de deixar o sol entrar. E em casa que o sol não bate, fui aprendendo, com muito custo, a não ficar.
Ana Domingues (via artedoeu)